27 novembro 2009

Tenho vergonha do evangelho.


“Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego.” (Romanos 1.16)

Isso me faz lembrar a fala de Jesus dizendo que aquele que se envergonhar d’Ele, Ele também se envergonhará dele diante do Pai. Nada pode nos inibir em relação a nossa devoção, a nosso amor pelas escrituras sagradas.


Paulo está dizendo que não se envergonha do evangelho, porque para o romano a idéia de ver Deus morrendo de forma vergonhosa numa cruz sem poder prover livramento pra si é absurda. Muitos cristãos recém convertidos envergonhavam-se da forma como Jesus morreu, e deixavam de anunciar aos gentios romanos por conta de serem surpreendidos com esse questionamento a respeito da “morte de Deus”.

Hoje em dia também é assim, temos medo de professar alguns trechos do evangelho porque algumas pessoas tentam minimizar as situações encontradas na bíblia. Acredite meu querido leitor, não há do que se envergonhar, há pelo que se orgulhar e celebrar!

O evangelho é poder transformador, é fonte de águas limpas e cristalinas que limpam o nosso ser. E por essas e outras que o apóstolo da conta de dizer que esse evangelho promove salvação!

Prepare-se e não tenha vergonha de explanar o evangelho, Deus te dará o caminho!

E no mais... tudo na mais santa paz!

Li no blog do Pr. Márcio de Souza

25 novembro 2009

O Cristianismo baseado em números


Estamos atualmente passando por um tempo em nossos templos (igrejas), em que a numeração dos membros ligados a estas comunidades, tornou-se mais importante do que a qualidade espiritual liberada dentro delas. Os números se tornaram mais importante do que o louvor e o culto que prestaremos Deus.

Na bíblia está escrito: “… se houverem dois ou mais reunidos em meu nome, ali Eu estarei”. Mais uma vez Deus mostra o quanto é simples e o que verdadeiramente importa é: PRESTAR CULTOS A ELE. Isso se torna algo simples, o Espirito Santo é muito simplista, ele quer o que verdadeiramente importa, nada além disso.

Há escassez de sabedoria e interpretação bíblica em muitos líderes religiosos (pastores) para entenderem que: O que mais vale é UMA alma no céu DO QUE O MUNDO INTEIRO. E isso infelizmente, tem se agravado muito. Seríamos uma geração debilitada pela falta de visão, ou as interpretações da bíblia tornou-se algo como nunca foi antes. Será que o Espírito Santo está se revelando de forma NUNCA VISTA? Sendo que tem se acrescentado até mais palavras insinuantemente “dizendo” que os discípulos esqueceram de pôr nela (na biblia)?.

O que tem acontecido, é um crescimento desordenado, com debilitações nos acompanhamentos e a perda rápida do foco entre o “povo” (a carência no pastoreio também existe). ATÉ QUANDO NÚMERO IRÁ MOSTRAR A FALSA QUALIDADE DE UMA IGREJA?

Esses líderes de igrejas numerosas, caem facilmente, podemos acompanhar os noticiários de nosso dia-a-dia. Esses buscam tanto por “almas”, simplesmente para lotar seus bancos, mais ao mesmo tempo os bancos estarão vazios.

Estando eles vazios, e não havendo a preocupação com essas almas vazias, elas se perdem e caem em processos de rancor e falta de perdão. Pois se na bíblia diz que: “… se um pastor tiver cem ovelhas e uma delas se perder pelo caminho, o pastor deve voltar e recolhe-la para que não se perca mais”, então, não estamos cumprindo o chamado de Deus. Se é para convivermos com pastores sem cajados, que se importam apenas com as ovelhas que estão saudáveis, então: PREFIRO VIVER O EVANGELHO “QUADRADO”.

Até quando nós, ovelhas, vamos ver nossos pastores dando maior atenção com aquelas que têm mais dinheiro? Ou simplesmente por serem apenas mais ovelhas? ATÉ QUANDO NÚMEROS SERÃO IMPORTANTES?
Todos somos filhos de Deus, todos temos direito a salvação e a vida eterna. Temos também direito ao acolhimento e direito de ter um guia.

Na hora de acolher, quando a “alma” está no mundo TODOS ACOLHEM. Todos querem aquele(a) para o seu “aquário” mas, quando a alma já la dentro do “aquário” e adoece, POUCOS QUEREM CUIDAR. E isto provoca algo chamado: ORFANDADE ESPIRITUAL.

Estamos atualmente em um tempo em que a bíblia se tornou uma prática desnecessária (principalmente para esses pastores pós-modernos). E as letras dos louvores se tornaram mais importantes do que há escrito na biblia, ou até mesmo (radicalizando) se tornaram nossas bíblias. E o “mais importante” , é que nossas igrejas estejam lotadas, para mostrar que: “esse são os nossos frutos”.

Não estou aqui criando esta publicação, para criticar a uma denominação específica, ou a alguma liderança religiosa da atualidade. O que quero é alertar do que tem acontecido hoje e expor minha opinião. Se há igrejas grandes, com muitas pessoas, amém. Claro, se estiver havendo foco correto (Deus).

E termino com o seguinte alerta: Precisamos vigiar! Devemos saber que verdadeiro foco do nosso coração deve ser Deus e ter cuidado para que ele não se perca, pois os dias são curtos, e tem chegado o tempo. E eu deixo a seguinte pergunta:

Como será o futuro da igreja?
====================

Li no blog SOLOMON1

05 novembro 2009

A presença real


Certa feita um famoso ministro de louvor disse que o evangelho é o “fiozinho do pêlo do braço arrepiado”. Ora, de onde este piedoso cristão tirou isto, senão de sua própria experiência pessoal? Ainda que isto não passe de uma redução tacanha do verdadeiro significado do Evangelho, devemos nos esforçar para tentar compreender o que o músico quis dizer.

Na verdade, ele quis dizer que para a fé ter sentido real devemos nos entregar ao subjetivismo puramente emocional. Isto significa que precisamos ver com os olhos, sentir na pele, apalpar com as mãos, e absorver através de nossas sensorialidades tudo aquilo que a Palavra nos diz que devemos discernir apenas espiritualmente. Veja que Paulo fez um tremendo esforço para demover os cristãos de uma esfera puramente material, que obviamente implicava em idolatria ao que é palpável. De acordo com o “apóstolo dos gentios” até mesmo o conhecimento de Jesus tem que ser reformulado em novas categorias epistemológicas. Ainda que tenhamos conhecido Cristo segundo a natureza humana, contudo agora já não o conhecemos desse modo. (II Co 5.16).

Gosto muito da diferenciação que C.S. Lewis fez entre a presença real de Deus e a sensação da presença de Deus, o que obviamente são coisas bem diferentes. Digo aos leitores que amo quando posso “sentir” Deus de forma mais concreta, mas aprendi que é mais salutar ter fé simples na presença real de Deus mesmo quando não sinto nada, ao invés de apoiar-me em minhas próprias sensações.

“E é claro que a presença de Deus não é o mesmo que a sensação da presença de Deus. Esta pode ter origem na imaginação; aquela pode ser vivida sem nenhuma “consolação sensível”. O Pai não estava de fato ausente quando Jesus disse: “Por que me abandonaste?”. Vemos aí o próprio Deus, como homem, submetido à sensação humana de ser abandonado. A verdadeira comparação, no nível natural, parece estranha para ser dita por um homem solteiro a uma senhora, ao mesmo tempo, porém, é por demais ilustrativa para não ser usada. O ato que gera uma criança deve ser, e em geral é, praticada por prazer. Todavia, não é o prazer que gera a criança. Onde há prazer pode haver esterilidade; onde não há prazer, o ato pode ser fértil. No casamento espiritual entre Deus e a alma, ocorre o mesmo. É a presença real, não a sensação da presença, do Espírito Santo que gera Cristo em nós. A sensação da presença é um dom formidável, e agradecemos quando recebemos, e só isso.“ (C.S. Lewis em “Cartas a uma Senhora americana”).

Você deve se esforçar para compreender que mesmo não sentindo nada, Deus é Emanuel, sempre está conosco. O Eterno está entre nós, e dentro de nós. Não espere ver alguma coisa para crêr

Daniel Grubba
Via SOLOMON

A graça da Garça