22 outubro 2009

Hermanos da JUCUM no Sul‏


A passagem dos estudantes da JUCUM Argentina aqui no nosso estado foi muito proveitosa!

Foram realizados impactos evangelísticos por ruas das cidades de Porto Alegre e de Canoas, reuniões com pastores, cultos de despertamento à visão missionária, trabalhos com crianças carentes, tempos de oração, intercessão e, sobretudo, adoração, muita adoração.

O chamado do Brasil como nação adoradora, quebrantada e sensível à presença de Deus se propaga entre as nações da terra e para esse grupo que veio até nós para seu treinamento prático creio que a impressão que lhes ficou foi a de que esse chamado é uma verdade real aqui entre nós.

Ficaram hospedados no Centro de Adoração de Canoas - CAC, um lugar que eu costumo chamar carinhosamente de Santo dos santos. Uma casa de adoração disponível à Noiva 24 horas por dia - sim, isso existe aqui no sul – e que recebeu àqueles irmãos representantes de 9 nações diferentes com o coração e os bolsos dilatados, liberando sobre eles um abraço fraternal que certamente marcou suas vidas.

Dentre os preciosos momentos de comunhão e adoração que tivemos juntos em vários lugares, gostaria de destacar o culto que realizamos lá no CAC, na quinta feira, dia 8 de outubro. Além dos irmãos que ali congregam junto com o amigo / adorador / guardador de carros / mecânico / tocador de trombone e pastor Enéias, vários convidados de diversas denominações apareceram para compartilhar daquele momento internacional de ação de graças. Vimo-nos ali reunidos como se tivéssemos sido pinçados cada um de sua terra para presenciar aquele momento grandioso na presença de Deus. Foi um culto aparentemente normal, com música, pregação e apelos, mas dentro de cada coração, havia a convicção de que estávamos fazendo a história.

Essa sensação paga qualquer conta na vida de um crente! Saber que está sendo um instrumento nas mãos de Deus para a realização de sua Obra na Terra que Ele tanto ama.

Embora tenhamos passado por algumas situações difíceis, com alguns percalços e falhas de comunicação, nada pode se sobrepor ao tamanho da bênção que significou a vinda de nossos hermanos até nosso estado. Entendemos que um grupo tão grande e heterogêneo, gera um razoável trabalho logístico para eles mesmos e também para as igrejas que solicitaram sua visita e apoio.

Por esta razão, gostaria de agradecer a todos os que receberam em suas igrejas nossa equipe e que, com seus corações abertos a esta visão de Deus para este tempo, apoiaram contribuindo com todos os recursos necessários para uma estadia confortável e digna, dentro dos moldes da visão de generosidade do Reino de nosso Senhor e ainda honrando a fama de hospitalidade e receptividade do nosso povo gaúcho.

Estou pessoalmente sensibilizado com tudo o que aconteceu aqui nestes últimos dias e creio que a contribuição e o carinho de cada um de nós está subindo à presença de Deus como um perfume muito suave e agradável.

Shalon!

rafa


15 outubro 2009

Sul, cemitério do Evangelho?


Dizem por aí que o sul é cemitério do Evangelho.
Não é isso o que vejo!

O que vejo no sul que tenho cruzado de ponta a ponta são pessoas arrependidas, chorando pelos bares, pelas ruas das vilas, clamando por misericórdia, ansiando por uma luz que ilumine suas trevas interiores e lhes aponte um caminho reto e justo.

Vejo, todas as vezes que compartilho a mensagem de Deus, pessoas abrindo seus corações e se entregando às lágrimas sinceras, que partem de corações humildes e quebrantados.
Mas confesso que também consigo enxergar o tal cemitério proclamado por tantos que por aqui passaram:

São os templos evangélicos, gelados, sem graça e sem vida, habitados por fariseus ávidos por apontar seus dedos engatilhados na direção das coisas loucas deste mundo, que, escolhidas por Deus, escandalizam e derrubam teorias e teologias idólatras e anti Cristo.

Esses homens, obcecados por suas rendas e instituições, erguem paredes sobre fundamentos heréticos batendo no peito engravatado, arrotando a podridão dos resultados obtidos através do engano e da manipulação humana.

O cemitério não é o sul!

O cemitério é a casa ornada de cruzes e símbolos litúrgicos, a qual abriga ninguém menos que a morte.

Shalon!

rafa


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Vi no Blog Amigo do Noivo

07 outubro 2009

Árvore sem frutos‏

O início do capítulo 13 de Lucas narra sobre um grupo de pessoas que veio a Jesus trazendo trágicas notícias de alguns galileus que haviam sido assassinados por Pilatos, no momento em que prestavam seu culto a Deus.

A tragédia é um fator social que gera grande impacto sobre a humanidade. Apesar de ser comum receber notícias sobre eventos catastróficos, quando os mesmos vêm a nossos ouvidos, algo em nosso interior se comove, seja para deleite bizarro ou para profundo pesar.

Quando aqueles homens vieram a Jesus trazendo suas manchetes sensacionalistas, o Senhor lhes rebateu com resposta firme e confrontadora, fazendo-os mirar em suas próprias vidas ao invés de tentarem justificar a tragédia daqueles pobres homens por uma suposta ação de causa e efeito, oriunda de um karma negativo.

Ao engrossar seu pensamento com o exemplo dos 18 homens que morreram na queda da Torre de Siloé, o Senhor afirma sua linha de pensamento no sentido de que nós não devemos usar os acontecimentos bruscos da vida de outrem para nos justificar como pessoas melhores, senão, que os mesmos devem nos estimular a buscar uma vida cada vez mais piedosa, em padrões mais justos, como que nos lembrando da máxima: quem está em pé, cuide de que não caia!

A fim de consolidar sua doutrina de sublime graça e amor paciente, o Senhor propõe uma parábola extremamente significativa, ensinando sobre uma figueira que estava plantada em meio a uma vinha. Por três anos, o dono da vinha buscara frutos na tal, nunca encontrando. Ordenou por isso ao seu servo que a cortasse. O servo, no entanto, lhe faz a seguinte proposta: deixa-a por mais um ano para que eu cuide dela, cave e coloque esterco, se após isso não der fruto, nós a cortaremos.

Esta parábola demonstra um processo de Deus para muitas igrejas em nossa geração:

1º fomos plantados junto a Vinha, que é Israel. Não somos a Vinha, fomos enxertados em um lugar do qual não somos merecedores.

2º por três anos o Senhor tem buscado por frutos e nunca encontra nada. Entenda que o fruto que deve ser gerado numa figueira é o figo e não as uvas. Deus sabe de nossas limitações, compreende nossa história pagã, e sabe o quanto somos maus e incapazes de nos manter em santidade, por isso, não nos pediu que déssemos os mesmos frutos que Israel “a Vinha”, que vivia sob a Lei, senão, que lhe apresentássemos os frutos que somos capazes de gerar, que são os frutos dignos de arrependimento. Não são obras da Lei, mas novidade de Vida, pela ação do Espírito Santo em nós!

3º o processo se inicia com a escavação, ou seja, a exposição de nossas raízes, de nossas bases ocultas, que sustentam as aparências de nossas vidas. Quando somos religiosos, temos muito orgulho de nós mesmos, assim são as figueiras com suas muitas folhas, frondosas, suntuosas, contudo, sem frutos, nada valem perante o Senhor. Por isso a necessidade de iniciar-se um processo de transformação através da renovação da mente, movendo o interior de cada pessoa, abalando suas estruturas erradas as quais estão firmadas sobre bases enganosas de uma falsa religião.

Após isso, quando pensávamos estar no pior do tratamento, o agricultor de Deus vem até nós e nos enche de esterco, um monte fedido e nutritivo de cocô.

Por isso, amado irmão, quando estiver sofrendo as severidades do tratamento do Senhor em sua vida pessoal, sendo exposto, humilhado, tendo uma pilha de esterco sendo lançada em suas raízes, saiba que é o momento precioso do cuidado de seus servos, os quais estão intercedendo diante dEle para que você comece a dar frutose não seja cortado da Vinha.

Shalon!!

rafa

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Rafael Reparador no blog Amigo do Noivo